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Sexta-feira, 14 de Agosto de 2026
CORRIDA PARA DISPUTA DO PIRATINI.

Política

CORRIDA PARA DISPUTA DO PIRATINI.

GOVERNADOR - ELEIÇÕES

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Os partidos já começam a especular sobre os nomes com maior potencial para disputar o Palácio Piratini em 2026.

Confira as principais figuras que despontam no cenário:

Luciano Zucco (PL)

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O deputado federal era tratado como pré-candidato ao governo pelo PL até o primeiro semestre deste ano, com direito a elogios como "futuro governador" em eventos partidários. Contudo, mudanças nas articulações nacionais e locais levaram a um ajuste de estratégia. Embora sua candidatura ao Piratini ainda não esteja descartada, o cenário atual indica que ele provavelmente disputará uma vaga no Senado. Essa decisão está alinhada ao plano orquestrado por lideranças de direita, incluindo Bolsonaro, que busca formar uma maioria "absoluta" no Senado para aprovar pautas prioritárias. Localmente, o PL foi alertado de que antecipar nomes pode prejudicar alianças estratégicas.

Onyx Lorenzoni (PL) Após a derrota no segundo turno das eleições de 2022, Onyx Lorenzoni tem mantido discrição, mas não descartou seu objetivo de concorrer ao governo estadual. Ele também aparece como possível candidato a vice em eventuais composições políticas. Durante as eleições municipais deste ano, percorreu o Rio Grande do Sul para apoiar candidatos em cerca de 100 cidades, inclusive fora do PL, o que gerou alguns atritos internos sem maiores consequências. Desde 2022, decidiu passar um período na Europa como estratégia para evitar desgaste de imagem e conflitos internos. Seu retorno ao Estado está previsto para meados de 2025, momento em que deve começar a articular sua candidatura para 2026.

Paulo Pimenta (PT) O ministro é a principal aposta do PT gaúcho para uma vaga no Senado, fortalecendo a estratégia do partido de ganhar cadeiras na câmara alta e dificultar os planos da direita. Apesar disso, seu nome ainda é citado como possível candidato ao governo estadual, mantendo opções abertas sem descartar possibilidades. Sua atuação como ministro extraordinário de Apoio à Reconstrução do RS destacou sua presença política no Estado, especialmente durante os meses mais difíceis enfrentados pela tragédia climática. Esse papel amplificou sua visibilidade junto a prefeitos e setores empresariais, consolidando-o como interlocutor entre esferas municipal e federal.

Edegar Pretto (PT) No cenário político do PT gaúcho, Edegar Pretto, atual presidente da Conab, desponta como um nome natural para disputar o governo em 2026. Seu bom desempenho no primeiro turno da eleição ao Piratini em 2022 reforça essa perspectiva, evidenciando sua força tanto na Capital quanto no restante do Estado. Representando uma 'nova geração', Pretto se destaca por sua atuação no governo federal e por sua estreita ligação com agricultores familiares, pequenos e médios produtores. Além disso, sua proximidade com grandes produtores por meio da Conab refoa a necessidade do partido de ampliar sua relação com o setor primário e o agronegócio. Ele também foi uma figura petista de grande relevância na campanha de Maria do Rosário à prefeitura da Capital, encerrada recentemente.

Gabriel Souza (MDB) O vice-governador vem construindo sua candidatura desde as últimas eleições e é apontado como sucessor natural de Eduardo Leite (PSDB). Apesar de ter sua base eleitoral no Litoral Norte, ele conseguiu expandir sua influência gradualmente. Sua posição como vice-governador lhe garante tanto visibilidade quanto acesso a decisões estratégicas. Dentro do MDB, Gabriel preserva sua força ao ocupar espaços-chave entre líderes emergentes e movimentos internos. Contudo, ele terá desafios significativos para manter alianças existentes, como a incerteza na relação com o PP e possíveis mudanças caso Leite efetivamente abandone o PSDB. Onyx Lorenzoni (PL) Após sua derrota no segundo turno das eleições de 2022, o ex-ministro-chefe da Casa Civil ainda mantém vivo o desejo de concorrer ao governo estadual. Mesmo longe dos holofotes, espera reconquistar espaço político para viabilizar sua candidatura.

Alceu Moreira (MDB) O deputado federal alimenta seu desejo de disputar o governo estadual, algo que tentou em 2022 durante as divisões internas do MDB. Alceu conta com forte apoio no Litoral e no interior do Estado, especialmente por sua ligação com o agronegócio. Recentemente, vem ampliando sua base ao abordar também pequenos produtores e agricultores familiares ligados ideologicamente à direita e centro-direita. Caso conquiste a indicação dentro do partido, haverá reajustes significativos no arco de alianças.

Sebasto Melo (MDB) A reeleição à frente da Prefeitura de Porto Alegre colocou Melo em posição favorável para buscar uma candidatura ao governo em 2026, um objetivo antigo. Apesar disso, o caminho está repleto de riscos: ele teria que superar divies internas no MDB e ampliar sua popularidade para além da capital. Além disso, sua decisão depende de como será avaliada sua administração daqui a um ano, especialmente diante de possíveis novas crises cliticas. Outra questão delicada é a sucessão na prefeitura, que ficaria sob responsabilidade de uma representante estreante do PL. Caso entre na corrida ao Piratini, o PL surge como principal parceiro para compor alianças.

Marcelo Maranata (PDT), deve se filiar ao PSDB visando as eleições de 2026, em tese o presidente do PSDB de Porto Alegre, Moisés Barboza, confirmou o convite e demonstrou expectativa de que Maranata aceite disputar o governo estadual pelo partido. A mudança de filiação tem potencial para impactar as articulações políticas e reacender debates internos no PSDB do Rio Grande do Sul.

Juliana Brizola (PDT) inicia oficialmente sua pré-campanha ao governo do Rio Grande do Sul, trazendo entusiasmo entre os pedetistas devido ao seu bom desempenho nas pesquisas eleitorais. Entretanto, o cenário apresenta desafios significativos, sendo o principal deles a dificuldade de estabelecer uma coligação sólida e consistente.

Em tese acredito que tudo vai depender das articulações dos partidos entre os futuros pré-candidatos, não esquecendo os partidos PSOL, PSTU, entre outros que poderão construir alianças e ou lançar seus próprios candidatos.

Att,

FARIAS 

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FARIAS

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FARIAS

Pedagogo Multimeios em Informática Educativa; Bacharel em Direito Pós Graduado em Direito Penal e Processo Penal Cursando Pós Graduação em Direito Publico

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