Vivemos dias em que o absurdo não apenas bate à porta, mas entra, senta no sofá e se autoproclama verdade. A moda atual de "pais" e "mães" de bebês reborn – bonecos de silicone tratados como filhos reais – não é apenas bizarra. É um reflexo profundo da crise de identidade, da negação da realidade, e da destruição progressiva dos pilares que sustentam a sociedade: ciência, biologia, família e fé.
Estamos mergulhados numa cultura onde o tudo posso, o sou o que quero ser, e o "amo o que quiser" se tornou religião. Não importa mais o que é verdade, o que é natural, o que é comprovado. Importa apenas o que o indivíduo sente no momento – mesmo que isso signifique chamar uma boneca de “filho” e exigir respeito por isso.
Mas quem respeita o pai de verdade, que enfrenta o trabalho duro? Quem respeita a mãe de verdade, que sente a dor do parto, a angústia da criação, que acorda de madrugada para alimentar um filho real, com necessidades reais?
Estamos trocando o valor sagrado da maternidade e da paternidade por performances vazias, por carícias em bonecos frios. Estamos desprezando o real para celebrar o artificial.
Essa inversão de valores atinge até a gramática onde já não se pode dizer "pai" e mãe sem parecer ofensivo e também à biologia, onde o óbvio já não é mais aceito. Onde vamos parar quando a verdade não tem mais lugar?
Não se trata de opinião. Trata-se de preservar aquilo que é essencial para o equilíbrio de uma sociedade: a família real, o amor verdadeiro, a responsabilidade concreta. O resto é fuga. É negação. É loucura disfarçada de direito de ser feliz.
Jesus nos disse que a verdade nos libertaria. Mas hoje, o que se quer é uma mentira confortável, mesmo que custe a alma das próximas gerações.
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