Em pouco mais de três meses, produção independente chegou ao topo das plataformas de áudio e foi reconhecida pela imprensa nacional e estrangeira. Com episódios acessíveis em Libras e entrevista exclusiva com Nikole Hannah-Jones, o podcast consolida sua posição como um dos mais relevantes do Brasil.
A gente não quer só contar histórias. Quer mudar a forma como elas são contadas."
Tiago Rogero, criador do podcast História pra Ouvir.
Uma nova forma de contar o Brasil.
Lançado com a proposta de revisitar as vozes que moldam a história brasileira, o podcast História pra Ouvir, criado e apresentado pelo jornalista Tiago Rogero, alcançou um feito extraordinário: mais de 1 milhão de downloads em apenas 110 dias, com data registrada em 24 de novembro de 2022.
O sucesso foi imediato. O podcast alcançou o primeiro lugar nos rankings nacionais das plataformas Spotify e Apple Podcasts, ultrapassando produções consolidadas e chamando atenção de quem acompanha a cena cultural e jornalística no país.
Não demorou para que os principais veículos nacionais falassem sobre o fenômeno: Folha de S. Paulo, O Globo,O Estado de S. Paulo e, além deles, o britânico The Guardian, um dos jornais mais influentes do mundo, dedicaram espaço para a produção brasileira. O reconhecimento cruzou o Atlântico — e reforçou o impacto global de uma iniciativa local.
Encontro histórico
O episódio extra, lançado no dia 8 de novembro de 2022, trouxe uma entrevista exclusiva com Nikole Hannah-Jones, autora do premiado The 1619 Project do The New York Times. A conversa com Rogero uniu duas vozes potentes que investigam, com coragem e profundidade, os silêncios da história oficial.
Nikole, vencedora do Prêmio Pulitzer, falou sobre racismo estrutural, jornalismo de memória e o papel da educação na reconfiguração das narrativas históricas. O episódio se tornou um marco não apenas para o podcast, mas para o debate público brasileiro.
Acessibilidade e compromisso social
Em junho de 2023, a equipe do podcast deu mais um passo inédito: lançou versões em vídeo com interpretação em Libras para todos os episódios. O movimento, raro no meio da podosfera nacional, reafirma o compromisso com a inclusão e o acesso pleno à informação e à reflexão.
Essa ação amplia o alcance da produção e estabelece um novo parâmetro de responsabilidade social entre os criadores de conteúdo digital no Brasil.
Conversa com Tiago Rogero"A gente está reescrevendo a história com outras vozes"
Você esperava esse impacto tão rápido?
"Nunca imaginei essa escala. A gente sabia que o conteúdo era relevante, mas 1 milhão de downloads em 110 dias é algo que nos surpreendeu e nos emocionou".
O que mais te marcou nessa jornada até agora?
"Sem dúvida, a entrevista com a Nikole Hannah-Jones. É uma referência mundial, e poder trocar com ela foi especial. Mas ver as pessoas se identificando com as histórias é o mais potente".
E a decisão de lançar versões em Libras?
"Foi uma prioridade desde o início. A acessibilidade é um valor do projeto. Não basta falar de inclusão — é preciso praticá-la em todas as etapas".
Um podcast que escuta o Brasil — e o mundo
História pra Ouvir não é apenas um podcast. É um projeto que investiga memórias, escancara apagamentos e propõe novas perspectivas sobre o que significa ser brasileiro.
Com profundidade, sensibilidade e alcance crescente, a produção se firma como um dos maiores legados do jornalismo independente contemporâneo.
A fundação Itaú - Escola - apresenta o Projeto Querino na sala de aula, que contribui e muito para essa data do 13 de maio de 1888, data importante demais nos ensinos acadêmicos, link abaixo:

FONTE/CRÉDITOS: O Globo, Folha de São Paulo, Fundação Itaú
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Amazon
O texto acima expressa a visão de quem o escreveu, não necessariamente a de nosso portal.
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