Há um crime sendo cometido todos os dias, diante dos nossos olhos.
Ele não deixa marcas de sangue, mas deixa cicatrizes invisíveis que o tempo raramente apaga.
É o roubo de uma infância.
Quando uma criança é empurrada para vestir roupas que sexualizam, quando é pintada e enfeitada para agradar os olhos de adultos, quando é ensinada a se portar como se tivesse décadas de experiência que não tem… não estamos apenas “brincando de adulto”. Estamos arrancando dela um pedaço de sua alma que nunca mais será devolvido.
Infância não é palco. Não é vitrine. Não é projeto de vaidade para pais e mães.
Infância é um território sagrado , e quem invade esse território para satisfazer orgulho, desejo ou aprovação social está profanando algo que Deus nos confiou para guardar.
Criança não nasceu para ser símbolo sexual, nem para carregar nas costas o peso de expectativas que nem mesmo muitos adultos suportam.
O mundo já é cruel o suficiente , por que apressar a entrada nessa arena de feridas e máscaras?
Cada vez que tiramos o direito de brincar, de se sujar de terra, de rir sem medo, de sonhar sem limites , matamos aos poucos o que há de mais puro e verdadeiro.
É preciso dizer em alto e bom som:
Colocar uma criança para agir como adulto não é “fofo”.
Não é “moderno”.
Não é “evoluído”.
É violento. É perverso. É um tipo de abuso que destrói de dentro para fora.
Se você realmente ama uma criança, proteja-a do olhar faminto do mundo.
Não permita que ela seja moldada para agradar expectativas doentes.
Ensine que ela tem valor não pelo corpo, nem pela roupa, mas por quem ela é diante de Deus.
A infância é curta demais para ser desperdiçada com ensaios para uma vida adulta cheia de feridas.
E a ferida de uma infância roubada , dura para sempre.
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