Outro dia me peguei pensando em quantas mulheres passam a vida cuidando de outras pessoas.
São mães.
Avós.
Professoras.
Cuidadoras.
Profissionais da saúde.
Terapeutas.
Mulheres que escutam, acolhem, orientam e resolvem problemas diariamente.
Mulheres que percebem quando alguém não está bem.
Que lembram dos compromissos da família.
Que organizam a rotina da casa.
Que oferecem apoio quando alguém precisa.
E que, muitas vezes, seguem fazendo tudo isso mesmo quando elas próprias estão cansadas.
Talvez você conheça uma mulher assim.
Ou talvez essa mulher seja você.
Existe uma ideia muito presente na nossa sociedade de que mulheres fortes dão conta de tudo.
A mulher guerreira.
A mulher que nunca para.
A mulher que sempre encontra uma solução.
Mas raramente nos perguntamos qual é o preço dessa força.
Quantas vezes ela adiou o próprio descanso.
Quantas vezes escondeu o cansaço para não preocupar ninguém.
Quantas vezes continuou cuidando mesmo precisando ser cuidada.
Ser forte não significa não sofrer.
Ser forte não significa não precisar de ajuda.
E cuidar dos outros não deveria significar abandonar a si mesma.
Quem cuida também precisa descansar.
Também precisa ser ouvido.
Também precisa receber apoio.
Também precisa encontrar espaços onde possa simplesmente existir sem carregar o peso do mundo nas costas.
Talvez a pergunta mais importante não seja apenas quem você está cuidando hoje.
Talvez seja:
Quem está cuidando de você?
Porque quando uma mulher é acolhida, fortalecida e respeitada em seus limites, todos ao seu redor também se beneficiam.
E cuidar de quem cuida também é uma forma de transformar o mundo.
Com carinho,
Gisa Galaverna ⚓️
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