Vivemos em uma época que oferece soluções para tudo.
Existem aplicativos para organizar a rotina, agendas inteligentes, métodos de produtividade, listas de tarefas e vídeos ensinando como aproveitar melhor o tempo.
E tudo isso pode ajudar.
Mas existe uma pergunta que muitas vezes fica esquecida:
E se o problema não for falta de organização?
E se a mulher estiver simplesmente cansada?
Cansada de acordar pensando em tudo o que precisa ser feito.
Cansada de lembrar dos compromissos dos filhos, das contas da casa, das consultas, dos aniversários, das compras, da alimentação, do trabalho e das necessidades de todas as pessoas ao seu redor.
Muitas mulheres vivem carregando responsabilidades invisíveis.
São tarefas que nem sempre aparecem, mas que ocupam espaço na mente o tempo todo.
A lista de compras.
A reunião da escola.
A consulta médica.
A roupa para lavar.
O presente que precisa ser comprado.
A preocupação com quem está doente.
O medo do dinheiro não ser suficiente.
E, frequentemente, tudo isso acontece ao mesmo tempo.
Por isso, antes de concluir que uma mulher precisa se organizar melhor, talvez seja importante perguntar:
Quanto ela está carregando sozinha?
Porque nem todo cansaço é falta de disciplina.
Nem toda exaustão é desorganização.
Às vezes, o que parece falta de gestão do tempo é apenas o resultado de uma rotina que exige mais do que uma pessoa consegue sustentar.
Talvez ela não precise de mais uma ferramenta de produtividade.
Talvez precise de descanso.
Talvez precise de ajuda.
Talvez precise dividir responsabilidades.
Talvez precise ser acolhida sem julgamentos.
Cuidar da saúde mental também passa por reconhecer os limites humanos.
Nenhuma pessoa foi feita para funcionar o tempo inteiro.
Nenhuma pessoa consegue sustentar sozinha todas as demandas de uma família, de uma casa, de um trabalho e ainda permanecer emocionalmente bem.
Talvez algumas mulheres não estejam cansadas porque não se organizam.
Talvez estejam cansadas porque estão tentando dar conta de tudo.
E ninguém deveria precisar fazer isso sozinho.
Com carinho,
Gisa Galaverna
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