Negra Li faz do silêncio um grito ancestral por reparação e resistência no álbum que celebra 30 anos de luta e música✊🏾💿
Há 30 anos, uma jovem mulher preta da Brasilândia, periferia de São Paulo, subia aos palcos para transformar sua voz em arma, sua existência em resistência e sua arte em ponte para a liberdade. Hoje, essa mesma mulher, Negra Li, lança “O Silêncio Que Grita”, um álbum que não é apenas uma celebração de carreira — é um manifesto urgente, necessário e potente sobre a força do povo preto, a urgência da reparação histórica e o combate ao apagamento que nos persegue há séculos.
O disco, lançado no dia 30 de maio de 2025, é um grito coletivo contra as estruturas racistas que ainda tentam silenciar corpos pretos, principalmente corpos femininos pretos. São 11 faixas que atravessam ritmos ancestrais e contemporâneos — rap, afrobeat, samba, gospel — carregadas de mensagens sobre empoderamento, feminismo negro e afirmação racial.
E como toda luta é coletiva, Negra Li se cerca de vozes que também fazem da arte um instrumento de enfrentamento. O álbum traz colaborações que potencializam seu discurso, como Djonga, um dos maiores nomes da cena atual e referência na luta antirracista; Gloria Groove, que quebra as barreiras de gênero e raça com sua potência vocal e estética; e Liniker, que carrega no timbre e na trajetória a beleza e a resistência de ser uma mulher preta trans no Brasil.
Entre os destaques, a nova versão de “Olha o Menino, agora com a participação de Djonga, ganha contornos ainda mais densos e contundentes. O videoclipe, gravado na Brasilândia, não é só um registro visual: é uma declaração de amor às quebradas e um lembrete de que é dali que nascem potências que movem o país — apesar de todo o descaso histórico.
A estética do projeto também carrega essa força. A capa, assinada pelo fotógrafo Rodrigo Koraicho, com direção criativa de Drum SP e Yalla REC, é mais do que imagem — é símbolo, é afirmação, é contranarrativa ao que tentam impor sobre corpos pretos.
“O Silêncio Que Grita” não pede licença: ele ocupa. Ocupa os espaços, os ouvidos, as telas e as consciências. E reafirma, mais uma vez, que enquanto houver racismo, enquanto não houver reparação, o povo preto vai seguir gritando. E quem se incomoda… que escute mais alto.
Disponível em todas as plataformas digitais. 📲

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